Aceita um café?
Cineminha no final da tarde?
Baile de formatura?
Aceita um elogio, moça bonita?
Trabalhar numa pousada em Tiradentes?
Balinha pra adoçar a vida?
Aceita esse moço como seu legítimo esposo?
Quem sabe um cadinho de bolo?
E quando o tempo fechar, aceita um pouco de chuva?
Céu cinzento, lamento.
Ombro amigo, plantão 24 horas.
Rugas de expressão, aceita?
Incompatibilidade de gênio, sim ou não?
Briga de irmão.
Silêncio e sermão.
A vida é assim, desculpe a franqueza.
Mas também é uma beleza.
Pamonha, pamonha, pamonha.
Quem vai querer?
Pára de brigar com o que você não pode mudar.
Aceitação, diz o refrão.
Aceita-ação, meu irmão.
A-CEI-TA-ÇÃO, Conceição.
Aceita?
Sim ou não?
Este é o meu blog e nele as pessoas se encontram para trocar idéias, informações, fantasias, desejos,cultura, curiosidades e tudo mais que bons amigos podem compartilhar. Nesse Blog buscarei dividir meus interesses sobre artes, Cultura “útil e inútil”, Textos, idéias e muito mais. Seja Bem vindo ao meu mundo.
baner
quinta-feira, 24 de abril de 2014
terça-feira, 15 de abril de 2014
Detalhes tão pequenos
Domingo é dia de faxina lá em casa.
Tesourinha de unha, cotonete Johnson, mãe judia a postos no sofá esperando quem vem primeiro.
- Lé-eeeeo!...Be-llaaaa!...
A pequerrucha chega primeiro, estende as mãozinhas como se estivesse no salão de beleza e ainda pede esmalte. O pequerrucho demora, enrola, foge, reclama e acaba no sofá, inconformado.
Meu trabalho é minucioso: além de cortar as unhas tenho que tirar o excesso de massinha, argila, sujeira. Ok. Como diz um famoso slogan de sabão em pó, "se sujar faz bem."
Depois de um desses "longos" rituais, louco para correr do sofá e continuar a brincar de lego, o Léo me solta essa:
- Mãe, por que as mulheres são tão "detalizadas"?
(...)
Ah, meu filho, nem te conto.
Um dia ainda você vai acessar (se é que já não começou a fazer isso) a alma das mulheres e esse "default detalhizado" que faz de nós seres incrivelmente singulares. Detalhistas na corujice, no perfume, no pano de prato. No retrato, na rotina, no trato. Na alegria, na taça de vinho, no desabafo. No batom, no chocolate, nas rugas que desenham anos de trabalho ou minutos de intensa felicidade. Irritantemente detalhistas na TPM, no chilique, no vestido: vermelho exuberante ou pretinho indefectível? Deliciosamente detalhistas no supermercado, no café com as amigas, no penteado da filha: meio-rabo ou maria-chiquinha? Essencialmente mulheres nesse nosso jeito de amar e se apaixonar pela vida, nos mííííííínimos detalhes. "Detalizadamente".
Tesourinha de unha, cotonete Johnson, mãe judia a postos no sofá esperando quem vem primeiro.
- Lé-eeeeo!...Be-llaaaa!...
A pequerrucha chega primeiro, estende as mãozinhas como se estivesse no salão de beleza e ainda pede esmalte. O pequerrucho demora, enrola, foge, reclama e acaba no sofá, inconformado.
Meu trabalho é minucioso: além de cortar as unhas tenho que tirar o excesso de massinha, argila, sujeira. Ok. Como diz um famoso slogan de sabão em pó, "se sujar faz bem."
Depois de um desses "longos" rituais, louco para correr do sofá e continuar a brincar de lego, o Léo me solta essa:
- Mãe, por que as mulheres são tão "detalizadas"?
(...)
Ah, meu filho, nem te conto.
Um dia ainda você vai acessar (se é que já não começou a fazer isso) a alma das mulheres e esse "default detalhizado" que faz de nós seres incrivelmente singulares. Detalhistas na corujice, no perfume, no pano de prato. No retrato, na rotina, no trato. Na alegria, na taça de vinho, no desabafo. No batom, no chocolate, nas rugas que desenham anos de trabalho ou minutos de intensa felicidade. Irritantemente detalhistas na TPM, no chilique, no vestido: vermelho exuberante ou pretinho indefectível? Deliciosamente detalhistas no supermercado, no café com as amigas, no penteado da filha: meio-rabo ou maria-chiquinha? Essencialmente mulheres nesse nosso jeito de amar e se apaixonar pela vida, nos mííííííínimos detalhes. "Detalizadamente".
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